A quadrinista Fernanda Chiella criou um perfil no site ComicSpace, a idéia era apenas encontrar outros fãs de gibis. Mas o que Fernanda conseguiu foi o
emprego dos sonhos: um contrato com a editora americana Shadowline, um selo da gigante dos quadrinhos Image Comics.
Aos 22 anos, a porto-alegrense que vive e trabalha em Florianópolis publicará nos
Estados Unidos o gibi In Her Darkest Hour. Algumas páginas do original estão no perfil de Fernanda no ComicSpace (www.comicspace.com/fernandachiella). Navegando pelo site, um dos editores da Image conheceu o trabalho e intimou-a.
Outros artistas brasileiros conquistaram espaço no mercado americano, como Luke Ross e Roger Cruz. O caso de Fernanda é raro porque é de uma quadrinista brasileira que emplaca suas criações na terra do Homem-Aranha.
In Her Darkest Hour foi concebido, escrito (em inglês) e desenhado por Fernanda.
- Não é uma típica HQ de super-herói. É sobre uma menina que passa por um período de depressão. Bem diferente do momento que estou vivendo - diz Fernanda.
O gibi sairá em agosto, em uma única edição de 28 páginas.
Ainda não há planos para In Her Darkest Hour ser editado no Brasil. Segundo a artista, publicar no Exterior é mais fácil do que conseguir uma editora nacional. Fernanda se inspira no trabalho da italiana Becky Cloonan, desenhista da série American Virgins, da Vertigo (selo adulto da DC Comics).
Fã da linha Vertigo de quadrinhos adultos e dos mangás, Fernanda não é avessa aos gibis de heróis.
- Super-heróis não é um tema completamente bobo. O que não me interessa é entrar no jogo de muitos artistas do gênero, que parecem competir para ver quem consegue desenhar mais músculos em um personagem. Minha intenção é fazer com que os personagens atuem, exprimam emoções - conta.
Outra influência é o punk rock.
- Nos quadrinhos, sempre tive muito dessa atitude do punk, do faça você mesmo.