Introdução do livro
Grêmio Nada Pode Ser Maior de Eduardo Bueno:
Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado. Não é à toa que já houve quem o tenha chamado, muito propriamente, de "futebol-bailarino". Afinal, quem joga futebol-arte mais cedo ou mais tarde acaba dançando...
Futebol-arte é aquele jogo inconseqüente praticado nos trópicos, em terra de gente inzoneira e malemolente - os conhecidos manés molóides. O futebol-arte é disputado em ritmo de samba, cheio de ginga e de graça. Há quem ache graça, embora, em geral, quem acabe rindo por último seja o adversário.
O futebol-arte inclui jogadas de letra que só resultam em linhas tortas. Prefere a bicicleta a um bom carrinho. Emprega o calcanhar mas ignora o talento do cotovelo. Só usa o peito para matar a bola, embora praticantes do futebol-arte raramente emitam sinais de que possuam tal parte do corpo em sua estranha anatomia. - e muito menos que entendam o real significado da expressão. Faz calor nos lugares onde praticam o futebol-arte. Se chove, o jogo é transferido e o pessoal vai prum pagode. Acham que é necessário um tapete verde para que a bola role, como se avida real não fosse um campo embarrado cheio de buracos.
Os praticantes ( e os amantes) do futebol-arte desconhecem - ou no mínimo pervertem - a essência do mais nobre dos esportes.
Publicado em 26 de novembro de 2007 às 21:58 por fab fucker
hehe
e a foto é muito boa.
abraço
ps - o código pra publicar é socr - Deus Moraes sabe o que faz!