Simplesmente: WANDERLEY LUXEMBURGO!

O Inter enfrentou uma entidade neste domingo, às 18h10min, no Parque Antárctica: Wanderley Luxemburgo. Maior vencedor de campeonatos brasileiros, com cinco títulos, o técnico do Palmeiras é famoso pela eficiência. E pela mania de grandeza. Em seu site, cita uma frase sua, "O medo de perder tira a vontade de ganhar", em meio a pensamentos de Freud, Confúcio e Dumas.

Há 56 anos nascido em Nova Iguaçu, subúrbio do Rio, filho de Sebastião da Silva e Rosa Luxemburgo da Silva, Wanderley adotou o nome composto da mãe como o seu de guerra. Fez fama e dinheiro. Dificilmente treinará a dupla Gre-Nal. Não que os gaúchos não queiram seus títulos, é que o homem das unhas bem feitas, ternos bem cortados e sapatos italianos custa caro demais.

O Palmeiras e a sua parceira, a Traffic, desembolsam cerca de R$ 1 milhão mensais só para ter o técnico e sua comissão na casamata.

Ou seja: mais do que a folha salarial do Grêmio, quase metade da folha do Inter.

- Gostaria muito de trabalhar aí. Só não treinei Grêmio ou Inter porque nunca recebi convite.

Nesta temporada, Luxemburgo formou um novo time no Palmeiras e ganhou o Campeonato Paulista. Também deu vexame na Copa do Brasil, ao ser eliminado pelo Sport com uma goleada de 4 a 1. Mas, neste domingo, aguarda o Inter para um jogo de candidatos ao Brasileirão.

- É claro que há um campeonato inteiro pela frente, mas o Inter é forte candidato ao título, e está bem mais pronto que o meu time. Preciso tirar esta vantagem já no domingo - observou o técnico.

Luxemburgo é centralizador. Deixou o Cruzeiro com fama de "intratável" entre os dirigentes, mas conquistando a tríplice coroa: ganhou o Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileirão, todos em 2003.

E é nos detalhes que ele se diferencia. Quando é contratado por um clube, não assume apenas o time. Comanda também as categorias de base, contrata e dispensa jogadores, coordena reformas no CT e até bem-feitorias no estádio.

Em sua última passagem pelo Santos, mandou reformar o vestiário principal. Logo ao lado, pediu que fosse erguida uma sala para o presidente santista Marcelo Teixeira ficar mais próximo dele, Luxemburgo.

No ano passado, o técnico foi o grande rival do Inter na disputa por Nilmar. Enquanto os gaúchos tinham parceria e dinheiro para a contratação, Luxemburgo tentava convencer o atacante através de seus mais íntimos desejos a optar por um salário menor, e embarcar para Santos em vez de viajar para Porto Alegre.

- O Luxemburgo telefonou para o Nilmar e falou: "Eu sei como você deve jogar. Comigo, você voltará à Seleção Brasileira em breve, e logo, logo estará jogando na Europa outra vez" - contou um empresário envolvido na transação.

Entre os jogadores, o técnico é conhecido pelo perfeccionismo. Do centroavante consagrado ao zagueiro novato, ele exige a mesma concentração em treinos e decisões. Seus atletas repetem à exaustão fundamentos e estratégias de jogo.

Elder Granja ressuscitou sob seu comando. De lateral enfermo no Inter, que mal conseguia terminar um jogo, ele passou a ser um dos mais assíduos nomes do Palmeiras.

Magrão, volante do Palmeiras de Luxemburgo em 2002, ressalta que o técnico exige o máximo dos jogadores. Naquela temporada, o jogador do Inter foi encaminhado por Luxemburgo à psicóloga Suzy Fleury. Tinha de controlar a raiva e, assim, evitar as constantes brigas e expulsões.

- Ele tenta tirar 100% do jogador. Ganha um campeonato e já está querendo ganhar o próximo. Também gosta de utilizar frases dos adversários, divulgadas em jornal, rádio ou na TV, para motivar o time - relatou o volante.

O atacante Gil foi treinado por Luxemburgo no Corinthians de 2001. Lembra da primeira frase do técnico ao se apresentar para o grupo:

- O futebol é feito de vencedores e perdedores. Eu sou um vencedor. De que lado vocês querem ficar?

Apesar dos seis títulos nacionais (cinco Brasileiros e uma Copa do Brasil), Luxemburgo não pode ostentar em seu currículo troféus da Libertadores nem do Mundial. O que é uma falta grave em quem pretende ser o maior técnico do Brasil.

- Ainda serei campeão da Libertadores e do Mundo. Mas não é uma obsessão - garante.

É bem verdade que Luxemburgo venceu a Copa América com a Seleção, mas foi eliminado na Olimpíada de Sydney, em 2000. Chegou ao Real Madrid e foi vice-campeão espanhol, em 2005. Segundo ele, acabou despedido como um "Zé Mané".

- Se eles soubessem quem é o Wanderley Luxemburgo, não teriam feito isso.

( leandro.behs@zerohora.com.br )
LEANDRO BEHS
Cinco vezes campeão
Luxemburgo no Brasileirão:
1993 com o Palmeiras (Vitória 0x1 Palmeiras e Palmeiras 2x0 Vitória)
Time-base: Sérgio; Gil Baiano, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Edílson e Zinho; Edmundo e Evair.
1994 com o Palmeiras (Palmeiras 3x1 Corinthinas e Corinthians 1x1 Palmeiras).
Time-base: Velloso; Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição e Mazinho; Edmundo, Evair e Rivaldo.
1998 com o Corinthians (Cruzeiro 2x2 Corinthians, Corinthians 1x1 Cruzeiro e Corinthians 2x0 Cruzeiro).
Time-base: Nei; Índio, Batata, Gamarra e Sylvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Mirandinha e Edílson.
2003 com o Cruzeiro (primeiro campeonato por pontos corridos; o Cruzeiro somou 100 pontos em 46 jogos).
Time-base: Gomes; Maurinho, Cris, Edu Dracena e Leandro; Maldonado, Augusto Recife, Wendel e Zinho; Márcio Nobre e Aristizábal.
2004 com o Santos (89 pontos em 46 jogos).
Time-base: Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano; Robinho e Deivid.
Além do time
Luxemburgo também comanda a reestruturação do centro de treinamento (CT) do Palmeiras, que parque aquático e hotel para 50 pessoas.
Discute com engenheiros e arquitetos os projetos das obras que serão realizadas no CT
Coordena projeto para redirecionar o departamento amador para Guarulhos, com dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte
Luxemburgo, Técnico do Palmeiras
"Não sou caro. Eu me pago. Por intermédio do aumento de público e renda no estádio, pela venda de jogadores para o Exterior e pelas melhorias no clube"

( leandro.behs@zerohora.com.br )

LEANDRO BEHS

Consegui um aluguel! Ufa!!


 

Minha vida de maloqueiro...

Quando terminei o primário, logo me enturmei com o pessoal mais velho do bairro, o morro de Santa Teresa em Porto Alegre. Leonel, Di, Fernando, Claudião e o gordinho Gilnei. Todos maloqueiros, de família boa, mas maloqueiros.

As freqüentes descidas até o bairro Menino Deus - onde conquistamos uma porção de gurias amigas, parceiras e conseqüentemente namoradas - tínhamos os nossos maiores rivais, os neguinhos do Menino Deus.

Uma vez pegamos um neguinho zanzando lá pelo Morro, amarramos ele em um poste e fizemos tortura apache com ele. Coisa leve, nada de sangue.

Mas teve uma vez, estávamos atravessando a Getúlio Vargas para levar o Marcolino até os blocos onde a então namorada dele estaria esperando. Antes de chegar na Saldanha Marinho, de supetão sai uns 20 neguinhos que estavam escondidos na Praça da Saldanha! Na realidade acho que eram uns 12! Mas bem que poderiam ser uns 6!

Bem, tomamos o maior cacete, eu até que não apanhei muito, só uma bifa na orelha. Mas o Marcolino, eles gostavam de bater no Marcolino, deixaram o cara deitado no cordão da calçada.

Em seguida passou o Linha 77 Menino Deus e eles entraram na corrida pra dentro do ônibus! Ainda deu tempo de um neguinho colocar a cabeça pra fora e gritar: SEUS BUNDA MOLESSSSSS!!!!!

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Ei, fui comprar cigarros mas já estou de volta.

Lamentavelmente, não tenho mais acesso ao Tipos no trampo, e isto confesso me fez sentir saudades de todos... menos do Briguet!



 
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