Minha vida de maloqueiro...

Quando terminei o primário, logo me enturmei com o pessoal mais velho do bairro, o morro de Santa Teresa em Porto Alegre. Leonel, Di, Fernando, Claudião e o gordinho Gilnei. Todos maloqueiros, de família boa, mas maloqueiros.

As freqüentes descidas até o bairro Menino Deus - onde conquistamos uma porção de gurias amigas, parceiras e conseqüentemente namoradas - tínhamos os nossos maiores rivais, os neguinhos do Menino Deus.

Uma vez pegamos um neguinho zanzando lá pelo Morro, amarramos ele em um poste e fizemos tortura apache com ele. Coisa leve, nada de sangue.

Mas teve uma vez, estávamos atravessando a Getúlio Vargas para levar o Marcolino até os blocos onde a então namorada dele estaria esperando. Antes de chegar na Saldanha Marinho, de supetão sai uns 20 neguinhos que estavam escondidos na Praça da Saldanha! Na realidade acho que eram uns 12! Mas bem que poderiam ser uns 6!

Bem, tomamos o maior cacete, eu até que não apanhei muito, só uma bifa na orelha. Mas o Marcolino, eles gostavam de bater no Marcolino, deixaram o cara deitado no cordão da calçada.

Em seguida passou o Linha 77 Menino Deus e eles entraram na corrida pra dentro do ônibus! Ainda deu tempo de um neguinho colocar a cabeça pra fora e gritar: SEUS BUNDA MOLESSSSSS!!!!!

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Ei, fui comprar cigarros mas já estou de volta.

Lamentavelmente, não tenho mais acesso ao Tipos no trampo, e isto confesso me fez sentir saudades de todos... menos do Briguet!

Comentários

Pô, Gaúcho, isso é que um psicanalista chamaria de negação.

14.05.08 06:30 - pbriguet - freudiano

Hahaha! Que é isso! Um dia ainda quem sabe, tomamos uma cervejinha.

Makowski - 14.05.08 15:19

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