Agressão e repressão
No último sábado, em Santo André, um rapaz de 16 anos foi agredido por sete pessoas por se assumir emo. Este não é o primeiro dos casos. Já aconteceram espancamentos em São Paulo, na região da Augusta. O ataque recente foi próximo ao Shopping ABC, conhecido ponto de encontro da tribo. O menino foi levado ao hospital.
Segundo uma testemunha, o espancamento se deu por volta das 21h, e mais ou menos 200 "emos" foram surpreendidos por umas 50 pessoas. A violência é atribuída a Skinheads e ao sentimento de homofobia - já que entre os emos a diversidade sexual é vista com bons olhos.
Em outros países, a cultura emo também sofre tiranias. Com o argumento de que os emos propagam uma "ideologia do negativismo", alguns políticos da Rússia querem colocar em vigor uma lei Anti-Emo. É isso mesmo. Sites deverão ser monitorados, músicas e videoclipes censurados, e um determinado look, desejam eles, será classificado como crime.
A proposta de lei descreve emos como: "Jovens entre seus 12 e 16 anos, vestindo roupas em cores preto e rosa, cintos com rebite, unhas pintadas, piercings aplicados no rosto e na orelha e cabelo preto com franja cobrindo parte do rosto". A descrição afirma que a cultura emo encoraja a depressão, a reclusão social e até a prática de suicídio. A intenção é que a lei passe a funcionar até o final do ano.
Protestos
Na Sibéria, em Krasnoyarsk, uma legião de franjas negras tomou as ruas em protesto contra o governo e a legislação Anti-Emo. Cartazes exibiam frases como "Mate o estado em você" e "Um estado totalitário encoraja a estupidez".
No Reino Unido, os emos marcharam contra a imagem deles propagada pela mídia, especialmente nos tablóides. Os tablóides londrinos alegam que a música emo pode levar ao suicídio.
Texto na íntegra
BE A GOD EMO...BECAME A DEAD EMO.
Emo é feio, mas também é gente. Oras.